Wednesday, May 09, 2007




Minha doce Juliana, em momentos extremamente descontraidos, com sua amiga aniversariante Julia Chade e outros amigos.
-2007-

Sunday, July 09, 2006

ATITUDE


Ontém eu asisti um filme que me deixou completamente intrigada. Desde então, estou refletindo sobre o quanto somos estranhamente egoistas. Pensamos em tudo que poderia nos satisfazer, mesmo não levando em consideração que as coisas podem não funcionar, podem não dar certo, enfim.... simplesmente vamos em frente, tentando acertar todos os passos.
Tenho refletido muito sobre atitudes e a história me fez parar mesmo, para refletir ainda mais. Infelizmente não dá pra mudar os momentos que já vivemos e mesmo que tenham sido com atitudes mesquinhas, pequenas, egoistas, não dá mais pra retomá-los. Porém, daqui pra frente dá pra pensar melhor e verificar se realmente vale a pena essa ou aquela atitude.
Bom demais quando encerramos o dia sem ter magoado ninguém, sem ter passado por cima das pessoas como um trator, é .... e quantas são as vezes que nada disso acontece e aí, fica aqulela sensação que erramos mais uma vez.
Não sei se é porque estou me sentindo mais madura, mais centrada, que isso tem me incomodado bastante.
Tenho chorado mais, refletido mais, e ainda tenho percebido que a cada dia, fico com a sensação de que deveria ter ajudado mais, amado mais, me atirado mais nas ações diárias,ser mais criativa, idealizar mais projetos, enfim....preciso viver muito mais!
Atitudes que não podem ficar adormecidas.

Tuesday, June 06, 2006


Sou assim!

Engraçado, como sou simplesmente assim.....
Tem dia que penso muito em ter toda essa tecnologia para poder me expressar, quando quiser, como quiser,onde quiser, com quem quiser; poder falar de coisas completamente banais, ou então, abusar de palavras ou simplesmente fazer uso de metáforas....
Hum! poder desenhar letras formando frases incríveis, botar todos os meus sonhos no teclado e dedilhar realizações.
Outros dias, meu único desejo, como se já possuisse tal instrumento, é absurdamente, ou então, novamente, simplesmente, esmagá-lo. E pronto. Nada mais.

Saturday, May 20, 2006

Eu e o menino

O menino se aproximou, cabisbaixo,sem dizer uma palavra.
Parou,permaneceu em pé por alguns segundos, o olhar continuava baixo.
Limitei-me em observá-lo. Fiz tudo que tinha que fazer até o momento de iniciar o trabalho,que naquele dia, era mais como conhecimento da turma.
Não demorou e perguntei se iria participar das atividades ,explicando que teria uma sequência.
Levantou o olhar e muito sério disse não falar com estranhos.
Não me lembro de ter ouvido isso um dia, e automaticamente nada soou bacana.
Acho que até fiquei assustada. Nenhuma reação me envolveu nos instantes seguintes.
Numa outra tentativa de aproximação, bruscamente o menino se afastou e como a querer esclarecer os fatos, disse não gostar de estranhos.Pude ouvir ainda algumas palavras soltas, como a resmungar, com o olhar, agora já não mais para baixo, porém sisudo.
O menino vem correndo na direção do carro onde estou, com um largo sorriso nos lábios.
Ele vem de chinelos nos pés,e lança um olhar completamente diferente. É um segundo encontro nosso, depois de seis dias sem nos vermos.
Acanhado ainda, já faz parte do grupo.
Mais uma semana se passa e eis que sinto um aperto de mãos.Olho e encontro as mãozinhas magras do menino, que com o olhar já completamente diferente me sorri como a dizer bom dia.
Se mistura com os outros como se fizesse realmente parte dessa familia arteira.
E no final da brincadeira, ele já é diferente. Corre atrás do carro, como se quisesse me segurar naquele local.
Volto o olhar e o encontro acenando e nesse momento seu olhar anseia por minha volta.
Já não somos mais estranhos.
Seu nome é Jessé.
( por Rosi Ribeiro).

Euforia.
Meu coração estava acelerado, quando abri os olhos, assustada.
Mal conseguia saber onde tinha colocado o aparelho celular para que pudesse olhar a hora.Achei. Ainda tinha muito tempo, me vesti rapidamente e sai eufórica.
Tudo estava muito claro em minha mente, sabia que nada ia dar errado,afinal não era uma criança que estava para chegar.
Estacionei meu carro, controlando o ímpeto de sair correndo rumo a plataforma de desembarque. Me fiz de tranquila.Respirei fundo. Com passos apressados e apertados, cheguei à luz de um terminal, que estava praticamente vazio. Desci as escadas e olhando para todos os lados, me acomodei numa poltrona totalmente desconfortável.
Não demorou mais que uma hora e ouvi o ruido do motor encostando à plataforma.
Era esse. Chequei o número que minha mãe passara na madrugada, dizendo estar preocupada com o erro de desembarque ,que iria acontecer pela primeira vez em seis anos, num outro terminal, de uma outra cidade.
Passado o susto, a euforia tomou conta quando logo avistei seu rosto, que aparentemente estava tranquilo.
Abraços mil, falas aos montes e eis que pude perceber mais uma vez o quanto é grande o amor entre mãe e filha.
( por Rosi Ribeiro).